Ou o chão ou os tropeços


de Tiradentes

Minha primeira vez tanto na cidade de Tiradentes como na Mostra de Cinema daqui. Um paradoxo me chama muito a atenção. É o seguinte:

Como cidade histórica, fundada há 292 anos, o atrativo é olhar para as construções do tempo da mineração. Não há prédios, as janelas das casas dão de frente para a rua. Os restaurantes, assim como as pousadas, são casas adaptadas. A pressa paulistana não funciona nas lojas. O ritmo, por aqui, é outro.

Pois bem, não seria maravilhoso passear e tratar bem os olhos com essa linda paisagem? Mas, gente, não dá! As ruas têm algo que vagamente lembra um paralelepípedo. Na verdade, são lindas pedras de tamanhos e formas diferentes, com alguns espaços entre elas.

Ou seja, o risco de cair é iminente. O jeito é ficar com um olho no peixe, outro no gato. Uns segundinhos pra dizer “nossa, que simpática aquela janela ali” ou “e essa igreja, hein?”, intercalados de observações atentas ao nosso querido amigo, o chão que pisamos.

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