A Crítica está morta?

Estou de férias em Natal e, a convite da querida amiga Michelle Ferret, que dá aula de roteiro na Universidade Potiguar, fui bater um papo com seus alunos. É a primeira turma de cinema da faculdade, com um publico bem diverso. Tinha gente que arrisca a escrever, ou com cinefilia aguçada, ou sem papas na língua – ou com a única vontade de polemizar.

Enfim, umas quinze pessoas, número que considero ótimo. Quem escreve criticamente sobre o cinema tem a sensação de que a função da crítica foi jogada para escanteio desde o domínio maciço da tecnologia. Não só a de cinema, mas a produção de qualquer pensamento crítico sai em desvantagem para comentários rápidos que, mesmo indiretamente, estão mais aliados com a propaganda, não com a reflexão.

Mesmo que o espaço e a valoração da crítica tenha diminuído, enquanto a força do marketing e a venda da ideia do cinema como um “combo” de fast food, não deixou de existir. A conversa de ontem – posso ter me enchido de otimismo para afirmar isso – é uma das provas. Assim como uma pesquisa do Sindicato dos Distribuidores, que apontou um índice alto de espectadores que leem críticas antes de assistirem a um filme – não me lembro o número exato, mas chega perto de 40%.

Não dá para comparar o cenário para exercer a crítica hoje com o que encontraram Antonio Moniz Viana, Paulo Emílio Sales Gomes e companhia. Outros tempos, os de hoje indicam um refluxo, em diversas áreas. Mesmo assim, a crítica que não aceita ser apenas guia de consumo ainda tem espaço para existir.

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