Ruth Gordon em O Bebê de Rosemary


“Um adolescente se apaixonando por uma senhora de 80 anos? Só uma atriz poderia fazer esse filme. Ela é Ruth Gordon”.

Dick Sylbert, desenhista de produção e diretor de arte, define assim Ruth Gordon, que ganhou o único Oscar de sua carreira em 1969 pelo papel coadjuvante em O Bebê de Rosemary, primeiro filme de Roman Polanski em Hollywood.

Ela vive uma intrometida vizinha que literalmente fala mais do que a boca. Ruth é tão marcante em cena que, mesmo não sendo o foco das atenções da câmera, não deixa de rivalizar em brilho com os outros atores. Ainda mais quando contracena com Mia Farrow, boa atriz, mas cuja personagem é introvertida. Quando o furacão Ruth entra em quadro na pele da vizinha Minnie Castevet não tem ninguém páreo a ela.

Irônica, ao ganhar a estatueta de Atriz Coadjuvante em 1969 aos 72 anos, Ruth Gordon fez o seguinte discurso: “Não dá para traduzir em palavras o quão encorajador é este prêmio para uma jovem atriz como eu… e gostaria de agradecer a todos que votaram em mim, e aos que não votaram: por favor, desculpe-me por ganhar”.

Em tempo: o tal filme que um adolescente se apaixona pela personagem de Ruth é Ensina-me a Viver, de Hal Ashby. No Chip Hazard, meu amigo Sérgio Alpendre fez dois breves comentários, um sobre o injustiçado Ashby e outro a respeito de Ensina-me a Viver (Harold and Maude no original).

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