Indicados ao Globo de Ouro (e férias)

O editor do Urso de Lata justifica a falta de atualização durante a semana: férias! (apesar de a parafernália digital não nos permitir alienação total).

Com isso, as atualizações deverão acontecer só no finalzinho do ano com a lista dos Melhores de 2011 (longas e curtas). Antes do descanso, porém, alguns brevíssimos comentários , restritos às categorias de cinema, sobre os indicados ao Globo de Ouro, anunciados na quinta-feira (15):

— Interessante a entrada de Hugo como postulante a Melhor Filme – Drama. É a primeira incursão de Scorsese no 3D, o que tem gerado muitas expectativas.

— Ficaram de fora J. Edgar e Drive. Uma pena, especialmente pelo segundo, mas não me surpreendeu. O que não esperava era Millenium – O Homem que Não Amava as Mulheres, adaptação de David Fincher para os livros do sueco Stieg Larsson, ficasse de fora da categoria principal.

— Filme muito bom, mas pequeno, é sempre a mesma coisa: indicações isoladas. Desta vez foram Precisamos Falar Sobre Kevin, lembrado apenas pela atuação de Tilda Swinton, e Toda Forma de Amor (Beginners), que deu indicação a Christopher Plummer.

The Artist, o filme que celebra um passado que não volta — os anos 20 no cinema –, recebeu cinco indicações. Ainda não assisti ao longa, mas tenho dúvidas quanto ao tom de homenagem a um cinema mais artesanal. Me parece que, além de jogar louros nele, é preciso denfendê-lo no presente, caso realmente se acredite nele. Mas ainda não vi o filme, então melhor ficar quieto.

— A categoria Melhor Filme em Língua Estrangeira me parece a mais cheia de buracos neste ano. Dos cinco indicados, assisti a três: A Pele que Habito (Almodóvar), A Separação (Jodái-e Náder az Simin, que foi Urso de Ouro no Festival de Berlim, e O Garoto da Bicicleta (Irmãos Dardenne). Acho o Almodóvar muito fraco, o representante iraniano bom e o filme dos fratelli belgas médio.

Falta assistir aos outros dois indicados: In the Land of Blood and Honey, longa que Angelina Jolie dirigiu na Bósnia, e As Flores da Guerra, de Zang Yimou (cujo recente A Árvore do Amor é mediano). Deixar de fora o filmaço Era uma Vez na Anatólia, de Nuri Bilge Ceilan, que a crítica premiou na Mostra SP, é um baita equívoco. Attenberg (Grécia) e Respirar (Atmen, Áustria) também são ótimos filmes que, para mim, poderiam substituir facilmente um Almodóvar ou um Dardenne — que já fizeram filmes bem melhores que os indicados.

— Muito bem vinda a lembrança da Associação de Correspondentes Estrangeiros de Hollywood de indicar Viggo Mortensen como Ator Coadjuvante em Um Método Perigoso, de Cronenberg. O filme não é um dos melhores do diretor, mas o trabalho de atuação de Mortensen, Fassbender e Keira Knightley é muito bom.

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