Melhores Filmes do Ano


Chega o fim de ano e pipocam as listas com os melhores filmes de 2011. O editor deste Urso de Lata oferece uma contribuição com três relações diferentes – Longas Nacionais, Longas Estrangeiros e Curtas-metragens.

Aí vão os Top 10 com breves justificativas. Nunca é demais lembrar que, no caso de longas, entram na lista apenas os filmes que estrearam no circuito – produções exibidas apenas em festivais ficam de fora.

No caso dos curtas-metragens, o critério é diferente, já que não existe um circuito comercial exibidor sólido para o formato. Assim sendo, entram os filmes projetados em festivais e se tornam elegíveis os que assisti no ano corrente.

O Urso de Lata gostaria de ressaltar também a importância do projeto Sessão Vitrine para a criação de uma janela de exibição para filmes independentes brasileiros. Graças a ela, foi possível que o público assistisse a alguns dos longas que constituem a lista deste blog de melhores do ano.

Fim do blá blá blá. Às listas:

Filme do Ano
A Árvore da Vida, de Terrence Malick

Top 10 – Melhores Nacionais

Os Monstros
Dos mesmos diretores de Estrada Para Ythaca. A diferença é que eles reduziram a gana por citações explícitas e acreditaram mais no próprio filme. O resultado está nas cenas eletrizantes e poéticas.
Leia a crítica

Trabalhar Cansa
Filme de gênero muito particular na cinematografia brasileira e uma estreia corajosa de uma dupla bem sucedida no curta-metragem, Juliana Rojas e Marco Dutra.
Leia a crítica

Estrada para Ythaca
Grande exemplar do cinema etílico, essa história de amigos faz do possível um belo filme sobre luto, amizade e cinema.
Leia a crítica

Riscado
Filme de aparente superficialidade mas cheio de camadas aguardando o espectador penetrá-las.
Leia a crítica

Assim é, Se lhe Parece
A diretor Carla Gallo mostra que apenas com as ferramentas do cinema – uso criativo do som e da montagem – é possível construir um retrato documental que foge do óbvio.
Leia a crítica

Diário de Uma Busca
Íntimo, mas não egoico, acha as saídas certas entre o pai idealizado e o homem que está na História.
Leia a crítica

O Palhaço
Com uma encenação interessante, Selton Mello encontra uma possível via do cinema que se pretende inteligível, mas não subestima o espectador.
Leia a crítica

Transeunte
Mesmo se alongando um pouco na parte final, o filme é puro cinema.
Leia a crítica

Pacific
Um documentário que, com muito pouco – imagens amadoras de um cruzeiro –, consegue questionar a realização cinematográfica.
Leia a crítica

Bróder
Obrigatório de ser assistido, o filme de Jeferson De toca com bem-vinda agressividade na questão racial – pena que o longa tem problemas de ritmo.
Leia a crítica

Top 10 – Melhores Internacionais

A Árvore da Vida
A experiência mais marcante que tive no cinema neste ano
Leia a crítica

Cópia Fiel
Por trás da aparente simplicidade – história do casal de meia idade – está um filme complexo em que não se sabe onde começa, onde está o meio e onde termina.
Leia a crítica

Tio Boonmee, que Pode Recordar suas Vidas Passadas
Apichatpong nos proporciona um filme-colírio, inesperado, imprevisível, de química muito distante dos componentes aos quais estamos acostumados.
Leia a crítica

Singularidades de uma Rapariga Loura
Filme menor de Manoel de Oliveira, é verdade, mas nosso grande velhinho tem uma noção absurda de encenação.
Leia a crítica

Isto Não é Um Filme
Impedido de filmar, Jafar Panahí faz… um filme!
Leia a crítica

O Mágico
Música e gags para um personagem inspirado no Monsieur Hulot de Jacques Tati. A melancolia da passagem dos anos.
Leia a crítica

O Vencedor
Muito subestimado, esse filme de David O Russell é porrada!
Leia a crítica

Potiche – Esposa Troféu
François Ozon obviamente não é um Jacques Demy, mas sua brincadeira cinematográfica me fez lembrar do mestre: Deneuve cantando na cozinha me jogou para Pele de Asno.
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Gainsbourg – O Homem que Amava as Mulheres
Animação e licença poética, ótima combinação para reverenciar e entrar no universo de Serge e seu alter-ego, Gainsbarre.
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Meia-noite em Paris
Woody Allen se recupera do apático filme anterior e nos dá um filme-homenagem em que até Owen Wilson está bem!
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Top 10 – Melhores Curtas-metragens

Praça Walt Disney, de Renata Pinheiro e Sérgio Oliveira
Comentário político-poético-musical sobre a cidade que se torna cada vez mais burguesa.
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Mens Sana in Corpore Sano, de Juliano Dorneles
Um filme de mutação genética que é político em sua crítica! Grande salada de gêneros!
Leia a crítica

Tela, de Carlos Nader
O cinema que questiona a si próprio e ao espectador.

Oma, de Michael Wahrmann
Transporta toda a melancolia do assunto para o tratamento estético.

Ovos de Dinossauro na Sala de Estar, de Rafael Urban
O documentário parece ilimitado nas suas abordagens e este curta mostra isso.

Calma Monga, Calma!, de Petrônio de Lorena
Cinema cômico-popular-policial com muito vigor e humor.

Céu, Inferno e Outras Partes do Corpo, de Rodrigo John
Animação fofinha que nada!

Zeit to the Geist, de Diogo Faggiano
Uma colocação diferente do que costumamos entender por cinema político.
Leia a crítica

Uma Primavera, de Gabriela Amaral de Almeida
Cinema bem feito e bem dirigido para um tema comum: tornar-se adulto.

Pra eu Dormir Tranquilo, de Juliana Rojas
Nova ida ao cinema de horror para falar do cotidiano.

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