Missão Impossível, um espetáculo

Muita água passa por debaixo da ponte quando se trata de um filme como Missão Impossível: Protocolo Fantasma. Resumir uma análise a “gosto”, “não gosto”, “a cena de Dubai é deslumbrante” ou “a montagem se parece com videoclipe” não passa de bobagem, é ignorar a simbologia de poder e dominação da cultura – consequentemente, do cinema – norte-americana sobre o resto do mundo.

A começar que é um sinal óbvio dos tempos que um filme de ação se passe em vários lugares do mundo e que tenha uma parte fundamental de seus eventos aconteçam em um não-lugar que atende pelo nome de Dubai, do qual conhecemos muitíssimo pouco, uma cidade cuja presença no cenário geopolítico internacional (inclusive no futebol) foi recentemente reinventada pelo dinheiro.

Um bem acabado produto – porque o filme é, de fato, seguro na sua realização e nas convenções do gênero – com cara de moderno: está lá a ideia de mundo conectado e diminuição das fronteiras. Ou seja, facilmente vendável para qualquer parte do globo. Por outro lado, o herói continua sendo o americano, enquanto o vilão (advinha?) são os… russos!

A proporção que o filme toma numa projeção em Imax é a definição perfeita do espetáculo: é algo que simplesmente arrebata e aliena, com muitíssima eficiência, quem está à sua frente. Arrisco: a magnitude das cenas, dos planos abertos e das hipérboles que precisamos utilizar ao falar do filme me parecem uma demonstração de força do próprio cinema americano como indústria e máquina que domina o imaginário.

Leia o restante do texto na Revista Interlúdio.

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