Billi Pig conversa com a chanchada e com caos brasileiro

“Esse filme surgiu de um desejo nosso de dar uma elevada no cinema comercial brasileiro”. As palavras da produtora Vânia Catani explicam as intenções de Billi Pig, o longa de abertura da Mostra de Tiradentes. É a tentativa de José Eduardo Belmonte, o diretor de Se Nada Mais Der Certo e A Concepção, ampliar o diálogo de seu cinema com o público e, indiretamente, criar uma outra via: filmes que não precisam descer ao nível de Cilada.com para ter público.

“É um filme absurdo”, declarou o diretor na abertura, ao lado dos atores Selton Mello, Grazi Massafera, Milton Gonçalves e Murilo Grossi. A exibição aqui em Tiradentes é um teste interessante para um filme que abertamente busca comunicação larga com o público e é dirigido por um cineasta marcado como autoral.

Há em Billi Pig um escracho, e também um certo cinismo, com coisas tipicamente brasileiras: a bandidagem aloprada, o sincretismo religioso, a diva de subúrbio, as instituições frouxas e o jogo de cintura para sobreviver. Mais do que cinema de massa, o filme trava um diálogo com um período em que o cinema brasileiro foi profundamente popular: no auge das chanchadas nas décadas de 40 e 50, quando Oscarito, nosso maior comediante, reinou ao lado de beldades que cantavam no cinema as músicas que viriam a fazer sucesso no carnaval, com enredos que comentavam situações tipicamente brasileiras e especialmente cariocas.

Continue lendo a crítica no Cineclick.

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