Na Estrada, de Walter Salles – Crítica

Há um descompasso entre o que Na Estrada é e o que ele descreve. Isso porque Walter Salles optou por uma abordagem mais sóbria para um momento, e uma geração, que representa o oposto da sobriedade, do controle, do estar contido. Essa disritmia faz com que o filme seja sonolento e artificial.

Adaptar On The Road, de Jack Kerouac, obviamente não é fácil. Não apenas porque o livro ganhou um status de obra-prima, mas principalmente por ser paradigmático como linguagem. Falar de On The Road é acessar um universo simbólico que toca muita gente. Pensar numa leitura cinematográfica do livro é lembrar também das tentativas frustradas, incluindo a que seria feita por Coppola, Gus Van Sant e Johnny Depp no começo dos anos 1990.

Pois bem, a memória que se tem do livro de Kerouac é de uma obra libertária. E o filme de Walter Salles tem qualidades, mas “libertário” não está entre elas. Esse é o mais sério ruído.

Continue lendo a crítica de Na Estrada na Revista Interlúdio.

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