Cotações – Festival de Curtas

Primeiras cotações dos filmes assistidos entre sexta-feira e domingo dentro da programação do 23º Festival Internacional de Curtas-metragens de São Paulo. Dois deles – A Cidade e O Duplotêm textos na Interlúdio. Dos outros ou não houve tempo de escrever ou faltou interesse.

As cotações são: 1 – fraco; 2 – regular/interessante; 3 – bom; 4 – excelente; 5 – obra-prima

Odete

Programas Brasileiros – Mostra Brasil 5

Odete, de Ivo Lopes Araújo, Luiz Pretti, Clarissa Campolina (Brasil/CE, 2012)

4 – como tornar presente uma personagem ausente e fazer o filme grudar na cabeça por muito tempo.

Capela, de Gustavo Rosa de Moura (Brasil/SP, 2011)

3 – na revisão cresceu, mas ainda não entendo porque o espaço reservado para Manhã, Tarde e Noite no filme é tão desigual.

Quem Tem Medo de Cris Negão?, de René Guerra

3 – representar sem romantizar.

Monumento, de Gregório Graziosi

1 – OK, a estátua ganha vida etc. O que mais?

Quinha, de Caroline Oliveira (Brasil/PE, 2012)

2 – se fosse considerar só o academicismo da direção, a cotação seria bola preta. Mas há um roteiro razoável, desperdiçado por uma banalização de travellings, zoom, profundidade de campo, dolly etc.

A Cidade

Programas Brasileiros – Mostra Brasil 1

A Cidade, de Liliana Sulzbach (Brasil/RS, 2012)

4 – a revisão foi muito bem-vinda. Um achado sobre tratar a violência com as mais bonitas paisagens. [leia a crítica aqui]

Joelma, de Edson Bastos (Brasil/BA, 2011)

2 – irregular (aspecto acentuado pela revisão). Me parece que a falta de dinheiro prejudicou momentos cruciais no filme.

Fogo-Passou, de Ramon Batista (Brasil/PB, 2012)

2 – nada do filme colou em mim.

O Passageiro, de Bruno Mello (Brasil/RJ, 2011)

2 – filme-piada é assim: ou entra ou o filme não funciona. Fiquei com o segundo.

Dia Estrelado, de Nara Normande (Brasil/PE, 2011)

3 – bom o contraste do céu estrelado e a briga pela sobrevivência entre a família (e a animação é caprichada).

Através

Programas Brasileiros – Panorama Paulista 1

Os Barcos, de Caetano Gotardo e Thaís de Almeida Prado (2012)

2 – o mais fraco curta de Gotardo: o jogo de troca de perspectivas ficou ensimesmado.

Porn Karaoke, de Daniel Augusto (2011)

1 – até agora não saquei qual é a do filme.

Avalons, de Carlos Nogueira (2011)

3 – divertida brincadeira e inteligente a organização verticalizada do filme.

Através, de Amina Jorge (2012).

3 – numa sessão mais equilibrada provavelmente esse filme não seria tão bom quanto achei desta vez.

Corpo Cidade, de Gabriela Greeb (2012)

1 – filme?

Entre Lá e Cá, de Heloisa Passos

2 – a metáfora do rio que divide e o rito de passagem das adolescentes não me encantou.

Ser Tão Cinzento

Programas Brasileiros – Mostra Brasil 3

Três Vezes por Semana, de Cristiane Reque (Brasil/RS, 2011)

2 – mais um filme igual a outros tantos – com os mesmos clichês de como filmar o despertar da sexualidade (som e desfoque).

Deus, de André Miranda (Brasil/DF, 2011)

2 – outro filme-piada, mas melhor. Entrei no começo, mas me cansei com a repetição da piada.

Destimação, de Ricardo Podestá (Brasil/GO, 2012)

1 – bom ver um filme de Goiás circulando por um festival nacional, mas bem que alguém poderia ter enxugado esse roteiro.

Orwo Forma, de Karen Black e Lia Letícia (Brasil/RJ, 2012)

3 – não sou fã inconteste do flerte com a video-arte, mas gostei da provocação desse filme quanto à ideia de beleza da mulher (e a duração curtinha é inteligente).

Ser Tão Cinzento, de Henrique Dantas (Brasil/BA, 2011)

3 – mesmo na revisão, ainda acho o curta um pouco longo, mas me atrai a aproximação que ele faz de um filme desconhecido e o cenário que cria (projeções) para mostrar um momento obscuro.

Vestido de Laerte, de Cláudia Priscila e Pedro Marques (Brasil/SP, 2012)

Um problema na hora da exibição causou o cancelamento da projeção.

Oh Willy

Mostra Internacional 1

Switch, de Phoebe Hartley (Austrália, 2011)

1 – já não tenho mais paciência para filmes óbvios e “sensíveis” para adolescentes em momentos de aprendizado.

Como é Bonita a Manhã Japonesa, de Yuchi Suita (Japão, 2011)

2 – exercício regular de como trabalhar uma trama fora de quadro (o terremoto) usando pouquíssimos elementos.

O Piano, de Levon Minasian (Armênia/França, 2011)

3 – divertido, mas igual a muitos outros filmes que trabalham a herança soviética pelo viés do absurdo (vide Casamento Silencioso).

Oh, Willy, de Emma De Swaef e Marc James Roels (Bélgica/França/Países Baixos, 2012)

4 – eu que não entendo nada de animação achei esse curta bem bom. Baita roteiro.

Altos e Baixos, de Sabrina Sarabi (Alemanha, 2012)

1 – show de obviedades e “sacadas” visuais. Tudo pra chegar no plano final, o único que vale.

Vida de Roadie, de Pauline Gay (França, 2011)

1 – ver um filme como esse me dá a convicção de o curta-metragem brasileiro é zilhões de vezes melhor do que a produção mundial.

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