MostraSP: a minha (um rascunho)

A Mostra Internacional de Cinema de São Paulo está chegando. Começa quinta-feira com o No, do Pablo Larraín (de Tony Manero e Post Mortem), cineasta que não me desperta muitos amores. Há delícias para se ver este ano, Tarkóvski em tela grande é a principal delas.

Este ano, o clima de Fla-Flu entre o Festival do Rio e a Mostra está mais acirrado – o que entrou lá não veio para cá, à exceção de alguns brasileiros e do Tabu, de Miguel Gomes, que terá uma retrospectiva. O Globo fez uma matéria boa sobre a disputa, acho que foi Carlos Helí quem escreveu.

(um pitaco: acabo de voltar de mais uma edição do Festival do Rio. A cada ano as diferenças de perfis ficam mais nítidas. Se no Rio, por exemplo, faz sentido a crítica ao oba-oba e badalação, especialmente por conta das pré-estreias na Première Brasil, é o evento carioca que tem topado abraçar retrospectivas de autores que ainda precisam brigar por seu quinhão de importância, casos de Argento e Carpenter. Mas um comentário mais apropriado teria de se estender na questão e não é esse o caso deste post).

A impressão é que a programação dos inéditos está menor – o que não é necessariamente prejudicial, já que em muitos anos a Mostra expandiu os filmes exibidos, mas também o número de coisas ruins. Há mais homenagens, retrospectivas e exibições especiais – Tarkóvski, Gomes, Shibuya, Loznitsa. Mesmo assim, temos inéditos que merecem ser conferidos, seja para confirmar que dali não sai nada (Xavier Dolan) ou ir de olhos fechados sabendo que dali sempre sai coisa boa (Manoel de Oliveira).

Abaixo, um rascunho da minha programação com os filmes que pretendo assistir (há ainda lacunas a serem preenchidas) na primeira semana da Mostra — não incluo os filmes do programa Novos Diretores, que verei também por conta do júri da Abraccine.

A lista prévia fica como dica para quem precisar de uma mãozinha para se organizar no caos (ah, aceito recomendações também!):

– Do Tarkóvski, O Sacrifício, Solaris, A Infância de Ivan, Andrei Rublev

– Do Miguel Gomes, os curtas e A Cara que Mereces. Tabu já assisti no Rio e Aquele Querido Mês de Agosto (do qual ainda gosto mais que Tabu) revi recentemente.

Ingrid Caven, Música e Voz, do Bertrand Bonello. Me parece um filme menor que L’apollonide – Os Amores na Casa de Tolerância, mas estou curioso para ver o olhar de um diretor com forte pegada musical sobre uma cantora/performer.

O Lago Balaton, de Péter Forgács. Perdi sua retrospectiva do CCBB. Ao menos na Mostra verei um filme dele.

O Que Se Move, de Caetano Gotardo. Gosto de seus curtas (à exceção do recente Os Barcos), quero ver como fará a transição para o longa.

Rio, de Ryuchi Hiroki. Não conheço seus filmes, mas este post de Marcelo Ikeda no blog Cineclausofilia me chamou a atenção.

Super Nada, de Rubens Rewald. Acho Corpo um filme regular e Esperando Telê um divertido não-documentário.

O Gebo e a Sombra, de Manoel de Oliveira. Precisa justificar?

Mar Calmo, de Volker Schlöndorff. Acho que às vezes tendemos a diminuir o valor dos filmes dele.

Headshot, de Pen-Ek Ratanaruang. Recomendação do amigo cinéfilo David Libeskind Sirota.

Reality, de Matteo Garrone. Vamos ver se o diretor de Gomorra é bom mesmo ou só fogo de palha.

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